Um vídeo mostra um policial militar dando cotoveladas e empurrões em uma mulher de 61 anos em Belo Horizonte. O caso ocorreu no sábado (24).
Dois funcionários de uma padaria tentaram defender a mulher e também foram levados à delegacia. Todos foram liberados após prestarem depoimento.
A corporação alega que a mulher interferiu na abordagem ao filho dela e resistiu à prisão. Os militares utilizaram técnicas de contenção.
Os detidos foram ouvidos na madrugada de domingo (25). A Polícia Civil registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência por desacato e favorecimento pessoal.
PM não informou se policiais são investigados, mas disse que fatos relacionados à ocorrência serão "devidamente apurados".
Um vídeo mostra o momento em que um policial militar dá uma cotovelada em uma mulher de 61 anos durante uma abordagem em frente a uma padaria no bairro Santa Inês, em Belo Horizonte. As imagens são do último sábado (24) e também mostram a mulher sendo colocada dentro da viatura da polícia depois de ser brutalmente agredida.
Os vídeos, gravados por testemunhas e câmeras de segurança, mostram o policial Samuel Martins Passos atingindo repetidamente o braço da mulher enquanto ela se agarra a um poste para evitar ser algemada. A vítima também aparece sendo conduzida com empurrões até a viatura.
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A mulher foi levada para a delegacia junto de dois funcionários da padaria que tentaram defendê-la da abordagem truculenta do PM. Os três foram liberados após prestarem depoimento.
Segundo a corporação, a mulher tentou interferir numa abordagem feita pela polícia ao filho dela, que, de acordo com policiais, possui "extensa ficha criminal" e "se encontrava em atitude suspeita". A PM não informou se o filho da mulher foi preso nem qual atitude suspeita ele cometeu.
Em nota, a PM também alegou que a mulher desacatou os militares e resistiu à prisão, motivo pelo qual, segundo a corporação, teriam sido utilizadas "técnicas de contenção".
A PM também não informou se os policiais que participavam da ação estão sendo investigados, mas informou que os fatos relacionados à ocorrência serão "devidamente apurados, assegurando a lisura e a transparência institucional".
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Caso registrado na Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a mulher, e o homem e a mulher da padaria que também foram detidos pelos policiais militares foram ouvidos na madrugada de domingo (25) na 2ª Central Estadual do Plantão Digital, e liberados em seguida.
De acordo com a polícia, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de desacato a funcionário público e favorecimento pessoal.
O procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal, e os envolvidos deverão comparecer a uma audiência quando forem intimados.
Sobre a conduta dos policiais envolvidos, a Polícia Civil esclareceu que a apuração de eventuais irregularidades é de responsabilidade da própria Polícia Militar.
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