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Tragédia de Mariana: rompimento de barragem completa 11 anos com atos por reparação em MG

05/11/2026

Tragédia de Mariana: rompimento de barragem completa 11 anos com atos por reparação em MG

Moradores atingidos pelo rompimento da barragem em Mariana realizam atos por reparação integral. As mobilizações marcam os 11 anos da tragédia.

O desastre ocorrido na comunidade de Bento Rodrigues matou 19 pessoas. Ao todo, 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiram o Rio Doce.

Homologado em novembro de 2024, o novo acordo do Rio Doce prevê R$ 170 bilhões para reparação. Desse total, R$ 100 bilhões serão destinados a políticas públicas.

A Samarco informou que aplicou R$ 82,6 bilhões em ações de reparação desde 2015. A empresa afirma que mais de 648 mil pessoas receberam indenizações.

A histórica Capela de Nossa Senhora das Mercês, em Bento Rodrigues, está em fase final de restauração. A previsão de entrega do templo é para abril de 2027.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais completa 11 anos nesta quinta-feira (5). Moradores e comunidades atingidas realizam uma jornada de mobilização em diferentes cidades do estado para cobrar a reparação integral dos danos socioambientais e exigir a participação popular nos novos acordos de indenização.

A tragédia na barragem da Samarco destruiu a comunidade de Bento Rodrigues e matou 19 pessoas. Ao todo, 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos vazaram, atingindo mananciais como o Rio Doce até chegar ao oceano. As medidas de reparação e compensação pelos danos causados pela tragédia continuam em andamento.

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Homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024, o novo acordo do Rio Doce prevê R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação. Desse total, R$ 100 bilhões estão sendo destinados a políticas públicas por meio de repasses aos governos federal, estaduais e municipais.

Segundo a Samarco, desde 2015, foram aplicados R$ 82,6 bilhões em ações de reparação. No mesmo período, mais de 648 mil pessoas foram indenizadas, de acordo com a empresa.

Nesta semana, atos de mobilização de moradorers acontecem em Mariana, Governador Valadares e Belo Horizonte. A programação inclui reuniões políticas, atos em memória das vítimas e uma caminhada em Belo Horizonte.

Além das indenizações e das medidas de recuperação ambiental, a preservação da memória das comunidades atingidas também faz parte do processo de reparação.

Capela símbolo de resistência passa por restauração

Em Bento Rodrigues, uma das comunidades destruídas pelo rompimento da barragem, a Capela de Nossa Senhora das Mercês, que serviu de refúgio para moradores durante a tragédia, está na fase final de restauração.

Construída no fim do século 18, a igreja é considerada um símbolo de fé, resistência e memória para os antigos moradores. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na recuperação artística das obras.

A restauração é custeada com recursos dos acordos de reparação e gerenciada pela arquidiocese local. A previsão é que a capela seja entregue em abril de 2027.

Mesmo durante as obras, o entorno da igreja continua sendo utilizado pelos antigos moradores para celebrações religiosas e sepultamentos, mantendo os vínculos da comunidade com o território atingido pela tragédia.

Justiça reverteu absolvição e condenou Samarco e outros três réus

Em novembro de 2024, a Justiça Federal havia absolvido a Samarco pelo rompimento da barragem. A decisão justificou a absolvição com base na "ausência de provas suficientes para estabelecer a responsabilidade criminal" direta e individual de cada réu envolvido no caso.

Em setembro deste ano, a Justiça decidiu reverter a decisão, condenando a Samarco e três pessoas físicas por crimes relacionados à tragédia.

O relator, juiz federal Michael Procópio, atendeu em partes os recursos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF) e por familiares de vítimas. Os desembargadores Klaus Kuschel e Luciana Pinheiro acompanharam o voto.

Daviély Rodrigues Silva e Germano Silva Lopes, que eram gerentes da Samarco à época do desastre, foram condenados a oito anos e nove meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. A decisão cabe recurso.

Wagner Milagres Alves, que era o gerente geral de operação de minas, foi sentenciado a sete anos, três meses e 15 dias de reclusão, inicialmente em regime semiaberto.

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