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Sarna em Lagoa Santa: casos confirmados chegam a 178

08/10/2026

Sarna em Lagoa Santa: casos confirmados chegam a 178

A prefeitura de Lagoa Santa confirmou 178 casos de sarna humana. As aulas da rede municipal foram suspensas nesta quinta-feira (8) devido ao surto da doença.

O município registra ainda 75 ocorrências em investigação, somando 253 notificações. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 12 novos casos da infecção.

A interrupção das aulas ocorre até sexta-feira (9) de forma preventiva. No fim de setembro, uma escola já havia registrado 20 casos da doença.

A escabiose é transmitida por contato direto na pele. A prefeitura orienta buscar atendimento em caso de sintomas.

Lagoa Santa, na Grande BH, tem 178 casos confirmados de escabiose, também conhecida como sarna humana, nesta quinta-feira (8). Desde a manhã, as aulas em todas as escolas da rede municipal estão suspensas devido a um surto da doença.

Segundo o último boletim divulgado pela prefeitura, outros 75 casos estão em investigação no município, totalizando 253 notificações. Apenas nas últimas 24 horas, foram registradas 12 novas ocorrências.

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Conforme a administração municipal, os registros de escabiose chegaram via hospital, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e escolas (leia mais abaixo sobre a suspensão das aulas).

"Todos os casos notificados foram direcionados para atendimento na rede municipal de saúde, com avaliação e indicação do tratamento adequado", afirmou a prefeitura.

O município também informou que as secretarias de Saúde e de Educação estão trabalhando juntas para acompanhar a situação epidemiológica da doença.

As aulas em todas as escolas municipais de Lagoa Santa, na Grande BH, foram suspensas entre quinta e sexta-feira (9) por causa do surto de sarna humana. A paralisação das atividades escolares foi anunciada pela prefeitura após pedidos de pais e responsáveis preocupados com o avanço da doença.

Em nota, a administração municipal afirmou que a suspensão foi adotada como medida adicional de precaução. No entanto, ressaltou que o fechamento das escolas não é uma recomendação técnica de rotina para o controle da escabiose e, sozinho, não interrompe a transmissão.

"O sucesso dessa medida depende diretamente da atuação das famílias durante o período em que as crianças permanecerão em casa", destacou a prefeitura.

Entre o fim de setembro e início de outubro, o g1 mostrou que uma escola municipal de Lagoa Santa havia suspendido as atividades após registrar 20 casos confirmados de sarna. Naquele momento, outro caso fora da instituição também estava confirmado.

O que é sarna e como prevenir a transmissão?

A escabiose é uma doença de pele causada por um ácaro que provoca coceira intensa e lesões. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Lagoa Santa, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada e, com menor frequência, pelo compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama.

A doença não está relacionada à falta de higiene pessoal e não é transmitida por tosse ou espirro.

A orientação é procurar uma unidade de saúde diante de sintomas e seguir o tratamento prescrito. Familiares e contatos próximos devem realizar o tratamento ao mesmo tempo quando houver indicação da equipe de saúde.

Não há recomendação de medicação preventiva indiscriminada para toda a população. O retorno da criança às atividades escolares deve seguir a orientação dos profissionais de saúde, considerando o tratamento realizado e a situação individual.

Além do tratamento, a prefeitura recomenda os seguintes cuidados em casa:

Lavar roupas, toalhas e roupas de cama utilizadas no período relacionado ao início do tratamento. Quando possível, usar água quente, secar completamente e passar com ferro quente.Guardar objetos que não possam ser lavados em um saco plástico bem fechado e deixá-los sem uso por sete dias.Não compartilhar roupas, toalhas, lençóis, cobertores, travesseiros e outros objetos que tenham contato direto com a pele.Manter a limpeza habitual da casa e, quando possível, aspirar sofás, colchões e tapetes. Não é necessário descartar móveis ou colchões.Manter as unhas curtas e limpas e evitar coçar as lesões, para reduzir o risco de feridas e infecções.Evitar contato prolongado de pele com pele até que o tratamento recomendado tenha sido realizado.Não usar nem compartilhar medicamentos por conta própria.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a coceira pode persistir por algumas semanas mesmo após o tratamento adequado. Se surgirem novas lesões, piora da coceira, feridas com secreção, dor, febre ou sintomas em outros familiares, a orientação é procurar novamente uma unidade de saúde.

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