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Queda de avião sobre trilhos do metrô é a terceira na Grande BH desde maio; relembre casos

10/10/2026

Queda de avião sobre trilhos do metrô é a terceira na Grande BH desde maio; relembre casos

Um avião caiu sobre trilhos do metrô de Belo Horizonte nesta sexta-feira (9); o piloto morreu. Este é o terceiro acidente na Grande BH desde maio.

O monomotor decolou do Aeroporto da Pampulha e pousaria em Juatuba antes de voltar à capital.

Na queda, a aeronave atingiu a fiação e uma estrutura do galpão da concessionária Metrô BH. Nenhuma pessoa que estava em solo ficou ferida no acidente.

A documentação da aeronave de uso privado está regularizada na Anac até 2027.

A queda de um avião sobre os trilhos do metrô de Belo Horizonte nesta sexta-feira (9) é a terceira na Grande BH desde maio deste ano (relembre os casos mais abaixo). A aeronave caiu próximo à Estação São Gabriel e pegou fogo.

Apenas o piloto estava a bordo do monomotor, que tinha capacidade para quatro ocupantes (três passageiros e o comandante), no momento do acidente. Ele foi identificado como Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, e morreu carbonizado.

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O avião decolou do Aeroporto da Pampulha, faria um pouso em Juatuba, na Grande BH, e voltaria para a capital mineira em seguida. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para investigar a ocorrência.

Ainda durante a tarde desta sexta-feira, uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais, que saiu do mesmo aeródromo em Belo Horizonte, caiu em Santana do Paraíso, na Região do Vale do Aço. Três integrantes da corporação morreram, segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da PM.

Relembre, abaixo, os últimos casos envolvendo aeronaves em Belo Horizonte e Região Metropolitana:

Em 4 de maio de 2026, um monomotor de pequeno porte caiu e bateu em um prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Três pessoas morreram e duas ficaram feridas. O Globocop flagrou o acidente. Assista:

Em 25 de agosto, outro monomotor de pequeno porte caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Grande BH. O piloto acionou um sistema de paraquedas da aeronave e saiu praticamente ileso do acidente. Veja o vídeo:

Avião cai, bate em prédio e deixa três mortos em Belo Horizonte; Globocop captou momento do acidenteVeja como é o acionamento do paraquedas do monomotor que caiu na Região Metropolitana de BH; piloto sobreviveu

Queda sobre os trilhos do metrô

O avião que caiu e pegou fogo próximo à Estação São Gabriel nesta sexta-feira havia decolado do Aeroporto da Pampulha e faria um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana, retornando em seguida para Belo Horizonte.

Segundo o Corpo de Bombeiros, na queda, a aeronave colidiu contra uma estrutura do galpão do Metrô BH, concessionária responsável pelo serviço metroviário na capital mineira, e atingiu a fiação elétrica do pátio de manutenção. Ninguém que estava no local ficou ferido.

Conforme Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava em situação regular e tinha certificado de inspeção válido até outubro de 2027. Ele estava registrado para uso privado e não possu autorização para operações comerciais, como táxi aéreo ou transporte regular de passageiros.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as causas do acidente.

"Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", afirmou o órgão.

A Polícia Civil informou que o corpo do piloto foi encaminhado ao IML de Belo Horizonte e que a causa e as circunstâncias do acidente serão apuradas.

A aeronave

O avião que caiu e pegou fogo próximo à Estação São Gabriel era um monomotor EMB-711ST Corisco II Turbo. O modelo foi fabricado em 1988 pela Neiva e, posteriormente, incorporado pela Embraer.

Apenas o piloto estava a bordo da aeronave, que tinha capacidade para quatro ocupantes (três passageiros e o comandante), no momento do acidente.

O avião pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Em nota, a companhia lamentou a morte do piloto e afirmou que tem se dedicado ao apoio e à assistência de familiares e amigos do comandante.

Declarou, ainda, que "colaborará de forma integral e transparente com a apuração dos fatos, fornecendo todas as informações e todos os documentos que lhe forem solicitados".

Veja, abaixo, as principais características da aeronave:

Matrícula: PT-VHEModelo: EMB-711ST Corisco II TurboFabricante no Brasil: Embraer/Neiva, sob licença da Piper AircraftCategoria: avião leve de aviação geralAno de fabricação: 1988Tipo: monomotor a pistão, turboalimentadoConfiguração: asa baixa, cauda em T e trem de pouso retrátilCapacidade: pode levar até quatro ocupantes, incluindo o pilotoUso: transporte particular, turismo e aviação geral

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