A Polícia Civil investiga a morte do motociclista Sandro Henrique Caetano de Jesus, de 32 anos. Ele sofreu uma descarga elétrica no último 25 de outubro, em BH, durante um temporal.
A família afirma que o cabo de alta tensão caiu sobre ele e cobra a responsabilização da Cemig. O boletim de ocorrência disse que a vítima passou sobre o fio rompido.
Motociclistas e parentes realizaram um protesto na terça-feira (3) cobrando a empresa. Representantes da companhia teriam procurado a família apenas após o ato.
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A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (6) que investiga as circunstâncias da morte do motociclista Sandro Henrique Caetano de Jesus, de 32 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ele morreu ao ter contato com um cabo de alta tensão rompido e sofrer uma descarga elétrica, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, durante o temporal que atingiu a cidade no último 25 de outubro.
A família do homem afirma que o cabo energizado caiu sobre ele e cobra uma reparação da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pela rede no estado (leia mais abaixo). A versão é diferente das informações divulgadas inicialmente pelo Corpo de Bombeiros. Conforme a corporação, a vítima passou sobre o fio condutor que estava arrebentado e atravessado na via.
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De acordo com a Polícia Civil, um procedimento de diligências preliminares foi instaurado para apurar o caso. Na data do ocorrido, a perícia esteve no local, mas os laudos ainda não foram concluídos.
A instituição também afirmou que a investigação está em fase inicial e busca esclarecer a dinâmica da ocorrência para verificar se há indícios de alguma infração penal.
"Até o momento, não há conclusão quanto às circunstâncias que ocasionaram a morte. As investigações prosseguem, sem previsão de conclusão nesta fase", destacou a PCMG.
Em nota, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais disse que aguarda a conclusão da investigação para incluir ou não a morte de Sandro Henrique Caetano de Jesus no balanço do período chuvoso 2026/2027.
O g1 procurou a Cemig para um posicionamento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Família contesta versão sobre acidente
Sandro Henrique Caetano de Jesus era músico de um grupo de pagode e trabalhava como entregador por aplicativo. Ele deixou duas crianças, de seis e 11 anos, e um bebê, de cinco meses.
Ao g1, familiares da vítima contaram que, segundo testemunhas, o cabo caiu sobre o motociclista enquanto ele estava a caminho de uma entrega.
Conforme uma tia de Sandro, há relatos de que o fio já apresentava problemas antes do acidente e que teria havido um pedido de reparo à Cemig. Por isso, a família contesta a versão de que o homem passou sobre um cabo que já estava no chão (relembre mais abaixo).
Manifestação e pedido de responsabilização
Na última terça-feira (3), motociclistas, familiares e amigos da vítima fizeram uma manifestação. O ato saiu da casa de Sandro, passou pelo local do acidente e seguiu até a sede da Cemig, na Avenida Barbacena, em Belo Horizonte.
De acordo com a família, representantes da empresa só procuraram os parentes por causa do protesto. Os familiares cobram uma reparação da companhia e contrataram uma advogada para acompanhar o caso.
Relembre o acidente
O acidente aconteceu por volta das 13h20 de 25 de outubro, nas proximidades do cruzamento da Avenida do Contorno com a Rua Professor Magalhães Drummond, no bairro Santo Antônio.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o motociclista passou sobre um cabo de energia rompido e sofreu uma descarga elétrica. Quando os militares chegaram ao local, encontraram a vítima em parada cardiorrespiratória e iniciaram imediatamente as manobras de ressuscitação.
Ainda conforme a corporação, Sandro foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde a equipe médica deu continuidade às tentativas de reanimação. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
Na ocasião, a Cemig informou que o cabo se rompeu em decorrência da forte tempestade que atingiu Belo Horizonte naquela tarde, acompanhada de rajadas de vento superiores a 89 km/h. A companhia esclareceu que não houve queda de transformador e afirmou que estava apurando as circunstâncias do acidente.
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