A Polícia Militar de Minas Gerais homenageou, no fim da tarde deste sábado (10), com um "sirenaço" nas proximidades do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, os colegas mortos em um acidente aéreo em Santana do Paraíso, na Região do Vale do Aço.
O acidente ocorreu nesta sexta-feira (9), perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, após o voo decolar do terminal de BH. Os três ocupantes morreram. As vítimas são:
Luis Fernando Silvestre, tenente-coronel da PMMGAlice dos Santos Almeida, tenente da PMMGGabriela Emília Soares Resende, tenente da PMMG
A tripulação fazia um voo de recheque na aeronave Pégasus 17, um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO.
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O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas. O governador do estado, Mateus Simões (PSD), o governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), e o presidente da República, Lula (PT), lamentaram a morte dos policiais.
Velório neste domingo
O velório dos corpos das três vítimas será neste domingo (11), na Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte, no bairro Prado, das 11h às 14h.
O sepultamento será no Cemitério àrque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, às 16h.
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Quem são as vítimas
Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre
O tenente-coronel Silvestre, que pilotava a aeronave no momento do acidente, tinha mais de cinco mil horas de voo e era o instrutor mais capacitado da corporação, segundo a PM.
O militar comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e estava na polícia havia mais de duas décadas. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos.
Tenente Gabriela Emília
Também natural de BH, a tenente Gabriela Emília acumulava, em média, 300 horas de voo. Ela foi a primeira mulher na PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023.
Emília ingressou na corporação em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Atuou como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel, no 41º Batalhão, em Belo Horizonte, antes de se tornar pilota no Comave. A policial havia retornado da licença-maternidade recentemente. Aos 35 anos, ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
Tenente Alice Almeida
A tenente Alice Almeida nasceu em Caratinga, na Região do Rio Doce, e tinha 34 anos. Era pilota e atuava na manutenção de aeronaves da PM. Segundo a corporação, ela também acumulava cerca de 300 horas de voo.
Coronel da PM se emocionou ao falar de mortes
Ainda na sexta-feira, em entrevista coletiva que informou a identidade das vítimas, o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PM, se emocionou. "Talvez seja a coletiva mais difícil da minha vida", falou o coronel.
Segundo o militar, o tenente-coronel Luis Silvestre, que pilotava a aeronave e é uma das vítimas, era "o instrutor mais capacitado da corporação".


