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Piloto morto em acidente aéreo planejava viagem à Disney com a noiva e 'estava feliz da vida', diz irmão

10/10/2026

Piloto morto em acidente aéreo planejava viagem à Disney com a noiva e 'estava feliz da vida', diz irmão

O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, morreu carbonizado após o monomotor que pilotava cair em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9).

O piloto planejava uma viagem à Disney com a noiva e comprou recentemente uma casa. Ele também fazia planos de casamento.

O irmão do piloto o viu pela última vez em julho. Daniel começou a pilotar aos 20 anos e estudava inglês para voos internacionais.

O irmão de Daniel soube do acidente pela televisão e por um telefonema. O piloto havia conversado com o pai na manhã do ocorrido.

O monomotor regular realizava um voo de teste após passar por revisão. A Força Aérea Brasileira e a Polícia Civil investigam as causas do acidente.

O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, que morreu na queda de um avião em Belo Horizonte nesta sexta-feira (9), estava prestes a realizar o sonho de conhecer a Disney com a noiva. Segundo o irmão dele, o contador Juscelino Salomão, a viagem aos Estados Unidos era planejada desde o ano passado e já estava paga.

“Era o sonho dele conhecer a Disney. Estava feliz da vida”, contou Juscelino.

Daniel era o único ocupante do monomotor que havia decolado do Aeroporto da Pampulha e caiu no pátio de manutenção do Metrô BH, próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele morreu carbonizado.

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Além do passeio, Daniel havia comprado uma casa recentemente e fazia planos de casamento.

Juscelino contou que viu o irmão pela última vez em julho, na Bahia, durante o aniversário de uma tia. Na ocasião, o piloto estava animado com os planos para o futuro.

“Estava todo empolgado com a questão da casa”, lembrou.

Sonho de pilotar aviões maiores

Segundo Juscelino, Daniel começou a pilotar quando tinha 20 anos. Antes, chegou a cursar engenharia aeronáutica, mas deixou a faculdade e foi para São Paulo fazer a formação de piloto.

O irmão contou que Daniel estudava inglês porque queria trabalhar em voos internacionais.

“O sonho do Daniel era ser piloto internacional”, disse.

Para Juscelino, o cuidado com as aeronaves era uma das características do irmão.

“Era uma pessoa responsável, uma pessoa que sempre foi zelosa, sempre foi cuidadosa”, afirmou.

Irmão viu notícia antes de saber quem era a vítima

Juscelino estava em uma clínica, aguardando uma consulta, quando viu na televisão a notícia sobre a queda do avião. Naquele momento, não imaginou que Daniel estivesse a bordo.

Poucos minutos depois, recebeu uma ligação da irmã caçula, que chorava ao contar o que havia acontecido.

“Quando passou a reportagem, demorou uns três minutos. A minha irmã caçula me ligou chorando, desesperada, dizendo que o avião dele tinha caído.”

Segundo Juscelino, Daniel havia conversado com o pai na manhã do acidente, antes de decolar. Os dois eram próximos, e o piloto costumava visitá-lo quando fazia voos para Salvador ou para cidades da região.

Juscelino, que estava em Macapá, contou que seguiria para a Bahia para acompanhar o pai. Uma irmã iria a Belo Horizonte para cuidar dos procedimentos relacionados à liberação do corpo.

“Eu estou sereno aqui contigo, mas por dentro estou destruído”, lamentou.

Causas da queda são investigadas

Segundo o irmão, a proprietária da aeronave informou à família que o monomotor havia passado por uma revisão em Belo Horizonte e que Daniel realizava um voo de teste. As causas do acidente ainda serão apuradas.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados. A Polícia Civil também investiga o caso e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) da capital.

O avião faria um pouso em Juatuba, na Grande BH, e retornaria ao Aeroporto da Pampulha. Na queda, atingiu uma estrutura de um galpão e a fiação elétrica do pátio de manutenção do metrô.

Não houve funcionários feridos, e a circulação dos trens foi mantida.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava em situação regular, com certificado de inspeção válido até outubro de 2027.

O monomotor pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Em nota, a companhia lamentou a morte de Daniel, afirmou que presta assistência à família e disse que colaborará com as investigações.

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