O MPF denunciou 35 pessoas por fraudes de mais de R$ 86 milhões contra o INSS em Minas Gerais. O grupo agiu por mais de 2 décadas.
A quadrilha aprovou 457 benefícios falsos do Benefício de Prestação Continuada. Eles criavam idosos fictícios e usavam "dublês biométricos".
A Polícia Federal desarticulou o esquema após produzir mais de 170 laudos periciais. Os cruzamentos de dados apontaram a mesma digital para identidades diferentes.
A operação cumpriu 133 mandados de busca na Grande BH e interior em agosto. Veículos foram apreendidos e 2 pessoas presas por porte ilegal de arma.
O MPF pede a condenação dos 35 denunciados, devolução dos valores e prisões preventivas. A suspensão de pagamentos evitou desvios de outros R$ 34,8 milhões.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 35 pessoas por participação em um esquema milionário de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Minas Gerais. Segundo as investigações, o grupo desviou mais de R$ 86 milhões dos cofres públicos ao longo de mais de duas décadas.
De acordo com a denúncia, a quadrilha conseguiu aprovar 457 benefícios fraudulentos. O alvo principal era o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
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Para driblar os mecanismos de controle do INSS, os investigados utilizavam táticas inusitadas:
Idosos fictícios: O grupo forjava certidões de nascimento e outros documentos falsos para criar perfis de idosos que não existiam. Com isso, conseguiam emitir documentos oficiais.
"Dublês biométricos": Para sacar o dinheiro e fazer provas de vida, a quadrilha usava pessoas reais que iam até as agências e repartições públicas se passando pelos beneficiários inventados.
A descoberta da fraude
O esquema foi desmascarado após a Polícia Federal (PF) produzir mais de 170 laudos periciais. Os cruzamentos de dados revelaram a mesma impressão digital associada a identidades de pessoas diferentes.
A operação que desarticulou o grupo ocorreu em agosto deste ano, quando foram cumpridos 133 mandados de busca e apreensão. As ações se concentraram em cidades da Grande BH, como Ribeirão das Neves e Matozinhos, e no interior do estado, em Ipatinga, Timóteo e João Monlevade.
Na época, diversos veículos foram apreendidos e duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Próximos passos e prejuízo evitado
Além do rombo confirmado de R$ 86 milhões, as autoridades estimam que a suspensão dos pagamentos irregulares evitou que outros R$ 34,8 milhões fossem desviados.
Agora, o MPF pede à Justiça a condenação dos 35 denunciados, a devolução integral dos valores desviados e a manutenção das prisões preventivas dos investigados.



