Os destroços do avião que caiu nos trilhos do metrô de Belo Horizonte continuam no local nesta segunda-feira (12). O piloto Daniel Salomão, de 31 anos, morreu.
O Cenipa concluiu a fase inicial da investigação no sábado (10). A remoção da aeronave cabe à empresa Bello Fruit, proprietária do monomotor.
A aeronave decolou da Pampulha e caiu a 1 quilômetro da pista. O impacto atingiu o galpão do metrô, mas o transporte funcionou normalmente.
O avião de modelo EMB-711ST Corisco II Turbo estava em situação regular. O certificado de inspeção do monomotor era válido até outubro de 2027.
Na mesma sexta-feira (9), 3 policiais militares morreram na queda de outra aeronave em Santana do Paraíso. As vítimas foram sepultadas no domingo (11).
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Os destroços do avião que caiu e pegou fogo sobre os trilhos do metrô de Belo Horizonte na última sexta-feira (9) permanecem no local nesta segunda-feira (12), três dias após o acidente. O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, era o único ocupante e morreu na queda.
Parte da fuselagem ainda pode ser vista no Centro de Manutenção do Metrô BH, próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste da capital. O g1 entrou em contato com a concessionária para perguntar sobre a retirada dos destroços, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.
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Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a primeira etapa da investigação foi concluída no sábado (10). Os técnicos coletaram dados sobre os danos na aeronave e na estrutura do galpão, além de informações sobre o planejamento do voo.
O órgão informou que, conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica, a retirada dos destroços cabe à empresa responsável pelo avião. A investigação sobre as causas do acidente continua.
A aeronave pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Em nota divulgada após a queda, a companhia lamentou a morte do piloto, informou que prestava assistência à família e afirmou que colaboraria com a apuração.
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Como foi o acidente
O monomotor decolou do Aeroporto da Pampulha e faria um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana, antes de retornar a Belo Horizonte. A aeronave caiu logo após a decolagem, a cerca de um quilômetro da pista.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião atingiu uma estrutura do galpão do Metrô BH e a fiação elétrica do pátio de manutenção. Em seguida, pegou fogo sobre os trilhos.
Após o acidente, o superintendente de operação e manutenção do Metrô BH, Roberto Fischer Machado, informou que nenhum funcionário ficou ferido e que não houve danos a vagões. A circulação dos trens seguiu normalmente.
A Cemig informou que não foram registrados danos à rede de distribuição de energia na região da Estação São Gabriel. Apenas a eletricidade do pátio de manutenção foi desligada para permitir o trabalho dos bombeiros.
A aeronave era um EMB-711ST Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava em situação regular e tinha certificado de inspeção válido até outubro de 2027.
O monomotor estava registrado para uso privado e não tinha autorização para operações comerciais, como táxi aéreo ou transporte regular de passageiros. A Polícia Civil também apura as causas e as circunstâncias do acidente.
Piloto foi sepultado na Bahia
Segundo a família, o corpo foi transportado de Belo Horizonte para Salvador na noite de sábado (10). O velório estava previsto para as 13h de domingo, mas começou no fim da tarde, após um atraso.
Familiares e amigos se despediram do piloto em uma igreja evangélica de Governador Mangabeira, onde prestaram homenagens antes do enterro.
Daniel começou a pilotar aos 20 anos. Ele planejava se casar, tinha comprado uma casa recentemente e preparava uma viagem à Disney com a noiva. Também estudava inglês para realizar o sonho de trabalhar em voos internacionais.
Três militares morreram em outra queda na mesma sexta-feira
Estavam na aeronave o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Resende. Segundo a PM, eles realizavam um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico para avaliar e manter as habilitações dos pilotos.
Os três foram velados no domingo (11), na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, em Belo Horizonte. Depois, o cortejo seguiu para o Cemitério Bosque da Esperança, na Região Norte da capital, onde as tenentes foram enterradas e o tenente-coronel foi cremado.
A PM informou que a manutenção da aeronave estava em dia e que os pilotos estavam habilitados. As causas desse acidente também serão investigadas pelo Cenipa.



