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Depoimento de Fabiano Zettel à PF previsto para esta quarta-feira é cancelado e marcada para dia 29

21/10/2026

Depoimento de Fabiano Zettel à PF previsto para esta quarta-feira é cancelado e marcada para dia 29

O depoimento de Fabiano Campos Zettel à Polícia Federal, marcado para esta quarta-feira (21), foi cancelado. A instituição não divulgou o motivo.

A oitiva foi autorizada pelo STF no âmbito do inquérito sobre o grupo "A Turma". Zettel é apontado como operador financeiro do esquema.

Zettel foi preso em março em investigações sobre o Banco Master. Mensagens obtidas pela polícia também indicam tratativas sobre pagamentos do esquema.

O grupo utilizava uma estrutura paralela para monitorar e intimidar desafetos. A PF apontou acessos indevidos a sistemas sigilosos do MPF por phishing.

O depoimento de Fabiano Campos Zettel à Polícia Federal (PF), marcado para as 14h desta quarta-feira (21), foi adiado para o dia 29 de outubro. A PF não informou o motivo.

A oitiva havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito que investiga o grupo conhecido como "A Turma".

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Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, é apontado pela PF como operador financeiro do grupo. Segundo a investigação, ele teria atuado na operacionalização de pagamentos ilícitos, na estruturação de contratos simulados para lavagem de dinheiro e no financiamento das atividades de vigilância.

Zettel foi preso em março, no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master (relembre no vídeo abaixo).

Segundo a investigação, mensagens obtidas pela PF também indicam tratativas sobre pagamentos ligados ao esquema.

"A Turma"

Segundo a investigação da PF, o grupo incluía um núcleo de comando, responsável pelas estratégias financeiras e pelas ordens de atuação, além de uma estrutura paralela conhecida como “A Turma”, usada para monitorar alvos, obter informações sigilosas e intimidar desafetos.

A PF também identificou acessos antecipados a procedimentos sigilosos do Ministério Público Federal. Segundo a investigação, aliados de Vorcaro fizeram consultas ilegais em bases restritas utilizando credenciais de servidores. O MPF confirmou que houve acesso indevido a seus sistemas e afirmou que servidores foram vítimas de phishing.

A investigação aponta quatro núcleos: financeiro, relacionado às fraudes contra o sistema financeiro; de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com uso de empresas interpostas; e de intimidação e obstrução de Justiça.

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