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Cleitinho reage a projeto de Simões sobre redução do IPVA, diz que fará estudos e volta a criticar situação financeira de MG

17/10/2026

Cleitinho reage a projeto de Simões sobre redução do IPVA, diz que fará estudos e volta a criticar situação financeira de MG

O governador eleito Cleitinho Azevedo anunciou neste sábado (17) que fará estudos para reduzir o IPVA. Ele também criticou a situação financeira de Minas Gerais.

A reação ocorre após a gestão de Mateus Simões enviar para a ALMG projeto que permite reduzir alíquotas do imposto em até 75%. A medida não é automática.

Cleitinho também questionou na quinta-feira (15) o aumento do déficit previsto no orçamento estadual de 2027. O valor subiu para R$ 10,51 bilhões.

Em resposta, o governo estadual afirmou que a transição é transparente. A gestão atual declarou que o déficit estimado pode não se confirmar.

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que fará estudos antes de apresentar uma proposta para reduzir o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Em uma publicação sobre o assunto nas redes sociais neste sábado (17), ele também voltou a criticar a situação financeira do estado.

As manifestações ocorreram após a gestão de Mateus Simões (PSD) enviar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto que permite reduzir as alíquotas do imposto em até 75%. A medida, no entanto, não estabelece uma redução automática.

A redução do IPVA foi uma promessa de campanha de Cleitinho Azevedo. Em nota enviada à imprensa, o governador eleito informou que serão realizados estudos para estruturar e apresentar o projeto “com transparência, responsabilidade fiscal, considerando a realidade financeira do Estado e foco no alívio ao contribuinte”.

Em uma publicação sobre o assunto nas redes sociais, Cleitinho Azevedo afirmou que a atual gestão entregará o estado com problemas financeiros semelhantes aos que criticou ao assumir o governo.

“O governo Zema passou anos criticando o PT pela situação financeira em que recebeu Minas Gerais. Agora, está entregando o Estado com os mesmos problemas que tanto criticou”, escreveu o governador eleito.

Essa é a segunda vez que Cleitinho critica a gestão de Zema e Simões e compara a situação financeira que encontrará em 2027 com a recebida pela atual administração em 2019, após o governo de Fernando Pimentel (PT).

A primeira ocorreu após o déficit previsto no orçamento de Minas para o ano que vem aumentar de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões.

O projeto sobre o IPVA também pode afetar as contas estaduais, embora ainda não haja uma estimativa de quanto uma eventual redução do imposto representaria em perda de arrecadação.

A proposta encaminhada pelo governo estadual não reduz o IPVA automaticamente (clique aqui para saber mais).

Se o texto for aprovado pelos deputados, caberá à próxima gestão decidir se aplicará a medida, quais veículos serão beneficiados e quais percentuais serão adotados. As mudanças ainda dependerão de regulamentação.

Aumento do déficit previsto

Na quinta-feira (15), Cleitinho Azevedo havia questionado o aumento do déficit previsto no orçamento estadual de 2027, de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões. Ele também anunciou que pretende realizar uma auditoria e revisar contratos depois de assumir o governo.

Em resposta às críticas de Cleitinho Azevedo, o governo de Minas afirmou que o déficit previsto no orçamento não necessariamente será confirmado e declarou que a transição ocorre de forma transparente e profissional.

Também disse que caberá à futura gestão fazer os ajustes que considerar necessários.

Já sobre o projeto do IPVA, o atual governo o projeto foi enviado ainda em 2026 para permitir que a próxima gestão avalie a aplicação da redução na cobrança de 2027. Isso ocorre porque a situação que dá origem à cobrança do IPVA é verificada em 1º de janeiro de cada ano.

O texto também autoriza o governo estadual a preservar os repasses destinados às prefeituras caso as alíquotas sejam reduzidas. A aplicação dessa medida também dependerá de regulamentação.

O governo não informou quais categorias de veículos poderão ser beneficiadas, quais percentuais poderão ser adotados nem qual seria o impacto da eventual redução sobre a arrecadação estadual.

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